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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007



18/12/2007 - 18h12m
Ainda sem contrato, Zé Carlos é apresentado
Jogador diz que formalização do vínculo é detalhe, e diz já viver o Bota desde o Japão
Gustavo Rotstein Do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro


GLOBOESPORTE.COM
Zé Carlos é apresentado como reforço do Glorioso para 2008
Zé Carlos foi apresentado na tarde desta terça-feira, em General Severiano, como novo reforço do Botafogo. O jogador ainda não assinou o contrato de dois anos com o clube. No entanto, deixou claro que o compromisso firmado verbalmente ainda é mais importante.
Gilmar Rinaldi, procurador de Zé Carlos, viajou para a Itália para tratar de assuntos relativos ao atacante Adriano, que também é seu cliente. No entanto, o novo jogador alvinegro deixou claro que não é preciso ter papel assinado para sacramentar o compromisso com seu novo clube. Para ele, a vontade de voltar ao Brasil após três anos no futebol japonês, é suficiente.
- Ainda não tenho nada assinado, mas já me considero jogador do Botafogo. Estou vivendo o clube desde quando ainda estava no Japão. No meu site oficial, o escudo do Botafogo já estava estampado há muito tempo. De qualquer forma, está tudo acertado - diz o jogador de 27 anos.
A vontade de vestir logo a camisa do Botafogo se justifica. Na entrevista coletiva, Zé Carlos ressaltou diversas vezes a vontade de encarar o novo desafio no Brasil, depois de passagens por Goiás, São Caetano e Corinthians.
- É uma felicidade muito grande estar no Rio. Chego querendo mostrar meu trabalho e com muita vontade de conquistar títulos. Minha idéia é ficar mais que dois anos no Botafogo, mas lógico que os resultados vão contar para que isso aconteça.

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HISTÓRIAS DE TORCEDOR!

Uma frase muito utilizada pelos militares e politicos diz que "não há glória sem luta". Se tiver que adaptá-la para nós, botafoguenses, diria:"Não há glória sem sofrimento".Corremos o risco de ficar mal acostumados com Garricha e Nilton Santos , quando os resultados vinham sem sofrimento.Mas mesmo eles , como que atentos observadoresda sina em branco e preto , nos davam um período para sofrer.Assim foi entre 57 e 61 e entre 62 e 67. Mas, depois, não precisavam exagerar! Foram quase duas décadas de sofrimentos sem glória. As vezes já prontos para digerir, vinha uma mãozinha boba e derramava o leite da vitória, como em 71.Por isso,a natural e exagerada superstição alvinegra. Natural pela lógica do sofrimento. Exagerado, porque é uma superstição móvel: se uma não dá certo, troca-se por outrae vai-se em frente até a próxima vitória ou a próxima derrota. Na época das vitórias, as camisas que deram certo andam quase sozinhas pelo rigoroso excesso de uso e pela inprescindível não lavagem. Na derrota a camisa engomada pelo suor vai para o lixo com a maior facilidade.SE perguntar a qualquer um de nos se quer ser diferente, a resposta é não.Uns dizem que é muito chato não sofrer. E argumentam: "E como ver um filme pela segunda vez." Se perguntar a qualquer um de nós por que superstições móveis e transitórias, a resposta vem pronta"É bom, é mágico." Imaginem como é bom pensar que o esforço do adversário é inútil frente à camisa não lavada ou a um amuleto apertado na mão.A Torcida do Botafogo, neste sentido, é a única que participa jogando com o time e não apenas torcendo. O adversário chutou por cima da trave não porque a marcação era boa, ou porque tenha errado, mas porque o amuleto mágico entrou em campo e descolou levemente o bico da chuteira.É este mundo mágico de vitórias gloriosas e sofridas que nos dá prazer. O Botafogo não é o melhor ou pior. É diferente. Como ? Quem foi o responsável pelo Campeonato Brasileiro de 95 ? A resposta é fácil: uma concentração de amuletos e manias embargadas no avião do presidente da FIFA que vinha para o Brasil. O doutor Havelange trazia dois jogadores brasileiros que estavam na Suiça: Luiz Henrique e Túlio. De longe, o melhor currículo era do jogador da seleção brasileira, o Luiz Henrique. Era lógico para todos, menos para nós. O Túlio teve seu percurso desviado e acabou artilheiro absoluto. Mas há uma superstição que vive no Botafogo desde sempre: só seriamos campeões se tivéssemos um ex-jogador do Flamengo. Terminado o jogo com o Santos, fim do nosso sofrimento e início da nossa glória , encontrei um grupo que urrava: "Obrigado, Flamengo, mais uma vez." Curioso perguntei por quê ? A resposta não tardou: "Mais importante que ser campeão é a escrita funcionar ." Fomos campeões com Gotardo, como tínhamos sido em 57 com o Servilio, ou em 61/62 com o Jadir e em 67/68 com o Paulo Cesar e o Gerson. Aos berros o grupo concluiu: "Graças a Deus, graças a Deus, a escrita funcionou."Cesar MaiaPublicado no jornal "OGLOBO" de 28/12/1995 UENSES: TORCEDORES